Talvez o maior desafio de um professor seja ser lembrado por seus alunos como alguém que fez a diferença em algum momento das vidas deles. Alguém de quem eles gostem de lembrar, alguém que eles tenham prazer de encontrar. Alguém com quem possam ter aprendido algo importante. Alguém que tenha sabido dizer não ou mesmo alguém que tenha compreendido o quanto a adolescência é uma fase diferente.
(Eu e o Marcos no Casarão, lugar histórico e querido...)
Relembro com saudades da Irmã Clemens, minha professora da alfabetização, a primeira de que me recordo. Não tenho a menor ideia de onde ela esteja agora, mas guardo as melhores lembranças dela, com seus olhos claros e uma paciência de Jó. Ainda estudávamos uva sem comê-las ou mesmo ter acesso a elas, mas eu adorava preencher aqueles carimbos da cartilha e depois pintá-los com esmero. Lembro também da professora Marta Cruz, no Sesi, para onde mamãe me levou para cursar a terceira série do primário.
A escola era nova e tinha assistência médica, se não me engano. A professora Marta chamou minha mãe para dizer que eu terminava muito cedo as tarefas e tinha condições de acompanhar a quarta série. Lá fui eu, cheia de medo, miudinha e magrela. Por conta disso, entrei no antigo ginásio com dez anos de idade, mas fui em frente. O CNEC, a escola que eu frequentei, abriu um leque de professores: Angelina, João Batista, Moacir, Corina, minha tia Celeste, Olívia, Irmãs Cláudia e Madalena e tantos outros mestres que ajudaram a construir nossa personalidade e que ainda hoje, tenho prazer de encontrar pela cidade.
A vida seguiu, passei anos fora, voltei, fiz a faculdade e me deparei sempre com pessoas especiais a quem rendo homenagens pela paciência. Não é fácil encarar várias turmas de crianças, adolescentes ou mesmo adultos com suas verdades, suas vontades e sobreviver. Por isso, admiro quem tem essa capacidade de dividir o conhecimento, muitas vezes de forma voluntária.
Hoje, além de todos os meus mestres e mestras, homenageio uma pessoa com quem tenho o privilégio de conviver e aprender sempre. E fico orgulhosa quando estou junto com ele em muitos reencontros com ex-alunos que invariavelmente relembram uma palestra de dez anos atrás, um livro que foram incentivados a ler, um passeio à uma biblioteca e um clube do livro que era novidade para uma meninada que ainda não tinha celular nem vídeo game. (Segunda-feira, 15 de outubro de 2012).
(Leia matéria completa no site http://www.mesanafloresta.blogspot.com.br/)
RECADINHO - Obrigada pelo carinho da lembrança, minha linda e querida ex-aluna Patrycia Coelho, inteligente desde "criancinha", tanto q tive de chamar a Marissanta e dizer-lhe: - Sua menina está bem adiantada, ela tem condições de acompanhar a 4ª série. E assim, la se foi minha aluna para uma série mais adiantada.Saudades desse nosso tempo bom, no SESI/AC. Valeu, maravilhosa, abração. Adoleiiiiiiiiiii!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Deputada Federal Perpétua Almeida apóia Marcus Alexandre 13
"Compreender a marcha e ir tocando em frente..."
Na vida, assim como na política, é preciso ter posição. Decidi não participar no primeiro turno das eleições na nossa Rio Branco por ter um entendimento diferente quanto aos rumos que foram escolhidos para seguir. Recebi críticas e apoios calorosos de vários amigos, eleitores e simpatizantes, que respeito na mesma proporção que fui respeitada.
Não foi fácil estar ausente de uma eleição em Rio Branco. Todos que me conhecem sabem o quanto eu gosto de política e como as campanhas me animam. E Rio Branco me deu meu primeiro mandato parlamentar. Por dois anos, vereadora da nossa capital, iniciei o contato de perto com o povo. Mas, já disse também uma vez que não sou uma profissional da política, não admiro acordos espúrios e negociatas e, sinceramente, não acredito ser necessário se embrutecer para aguentar os rojões que a vida de pessoa pública guarda para cada um de nós. Respeito meus sentimentos e convicções. Enfrento, sempre, com muita sinceridade, o que tiver que enfrentar. E sigo com a consciência tranquila sabendo que estou sendo verdadeira com a minha essência. Por isso nunca fugi dos confrontos que considero necessários para o amadurecimento da função que desempenho. Me esforço para receber com a mesma tranquilidade elogios e críticas.
O resultado da última eleição para governo e senado já havia nos dado um recado claro, o de que, mesmo movidos por bons propósitos ainda não tínhamos amadurecimento para enxergar nossas deficiências. E que se ousarmos questionar o consenso e a sabedoria popular, creio, só nos afastamos de quem nos deposita confiança. A nossa Frente Popular que acolheu tantos que estavam do lado de lá, que confrontavam nosso projeto, também perdeu tantos outros. Por isso, acredito que os que perdemos merecem de nós um tratamento respeitoso. Digo tudo isso com a tranquilidade de quem é da casa e ajudou a construir, porque, como minha mãe dizia, "só quem pode falar de parente, é outro parente e ninguém mais". Mas, deixemos esse debate e as respostas para depois. Até porque o tempo, agora bem mais curto, é de olharmos e reafirmarmos nossas conquistas até aqui alcançadas.
Mas, agora a política no Acre nos trouxe um novo momento, uma novidade até: o segundo turno das eleições na nossa Rio Branco. O primeiro no Acre, desde que nós da Frente Popular assumimos o comando da política no estado e na capital. e vejo esse segundo turno como um momento importante para o fortalecimento da democracia. Importante também para realinharmos nossos objetivos com o futuro que queremos construir junto com o povo de Rio Branco.
Acredito que quem está votando na oposição, também ama Rio Branco tanto quanto nós da Frente Popular. Por isso, Me somo para cativar estes mesmos que em outros momentos já votaram conosco . Faço isso baseada nos meus valores, na ética e nas minhas convicções.
E é com o sentimento de não entregar essas conquistas tão caras, que embalaram nossos sonhos e alimentaram nossa coragem de confrontar o que foi necessário em defesa do nosso povo, que me posiciono ao lado do meu partido, o PCdoB, na defesa da Frente Popular do Acre.
Não me junto agora nesse segundo turno para torcer pela derrota do adversário. Me junto para somar forças e ajudar a construir a nossa vitória.
Me somo a Marcos Alexandre e meu querido camarada Marcio Batista, para juntos reconquistarmos corações, embalar os nossos sonhos de continuar acreditando numa Rio Branco melhor com oportunidades para todos.
Por fim transcrevo a frase de uma mulher que ao ser perguntada, no final de uma entrevista, para onde ela iria, respondeu: "seguir em frente com firmeza e alegria, mas sem deixar de olhar pra traz, quando for necessário".
Perpétua Almeida, militante e dirigente do PCdoB/AC, sindicalista, fundadora da Frente Popular do Acre, ex-vereadora de Rio Branco, deputada federal pelo terceiro mandato.
Poesia do Mestre Carlos Drummond de Andrade
TELEGRAMA
(Carlos Drummond de Andrade)
“Emoção na cidade.
Chegou telegrama para Chico Brito.
Que notícia ruim,
que morte ou pesadelo
avança para Chico Brito no papel dobrado?
Nunca ninguém recebe telegrama
que não seja de má sorte. Para isso
foi inventado.
Lá vem o estafeta com rosto de Parca
trazendo na mão a dor de Chico Brito.
Não sopra a ninguém.
Compete a Chico
descolar as dobras
de seu infortúnio.
Telegrama telegrama telegrama
Em frente à casa de Chico o voejar múrmure
de negras hipóteses confabuladas.
O estafeta bate à porta.
Aparece Chico, varado de sofrimento prévio.
Não lê imediatamente.
Carece de um copo dágua
e de uma cadeira.
Pálido, crava os olhos
nas letras mortais.
“Queira aceitar efusivos cumprimentos passagem data natalícia espero merecer valioso apoio distinto correligionáro minha reeleição deputado federal quinto distrito cordial abraço Atanágoras Falcão.“
(Carlos Drummond de Andrade)
“Emoção na cidade.
Chegou telegrama para Chico Brito.
Que notícia ruim,
que morte ou pesadelo
avança para Chico Brito no papel dobrado?
Nunca ninguém recebe telegrama
que não seja de má sorte. Para isso
foi inventado.
Lá vem o estafeta com rosto de Parca
trazendo na mão a dor de Chico Brito.
Não sopra a ninguém.
Compete a Chico
descolar as dobras
de seu infortúnio.
Telegrama telegrama telegrama
Em frente à casa de Chico o voejar múrmure
de negras hipóteses confabuladas.
O estafeta bate à porta.
Aparece Chico, varado de sofrimento prévio.
Não lê imediatamente.
Carece de um copo dágua
e de uma cadeira.
Pálido, crava os olhos
nas letras mortais.
“Queira aceitar efusivos cumprimentos passagem data natalícia espero merecer valioso apoio distinto correligionáro minha reeleição deputado federal quinto distrito cordial abraço Atanágoras Falcão.“
domingo, 14 de outubro de 2012
Parabéns, Angelica Santana
Hoje é o niver da minha amiga paraense/cearense Angélica Santana, q ora se encontra em sua terra natal, acompanhando os festejos do Sírio de Nazaré e festejando suas lindas primaveras, sua vida como uma dádiva de Deus e aguardando o futuro com a fé dos vencedores.
Parabéns, maravilhosa, q Deus te abençõe abundantemente, junto com seus filhos, familiares e amigos. Te adolooooooo. Abração
Parabéns, maravilhosa, q Deus te abençõe abundantemente, junto com seus filhos, familiares e amigos. Te adolooooooo. Abração
A melhor galinha caipira da região. Parabéns, Luiziane Cavalcante
A galinha caipira, servida no "Restaurante e Marmitaria Parada da Galinha Caipira", (praia de Tabuba/Caucaia/CE), propriedade da minha amiga cearense Luiziane Cavalcante, foi eleita pelo jornal Diário do Nordeste como a melhor galinha caipira da região. Eu ja sabia, amiga, porisso sempre recomendei aos meus amigos q dessem uma paradinha para provar dessa sua iguaria.
Na minha última ida ao restaurante da Luiziane, dei-lhe de presente a famosa farinha de mandioca com côco, de Cruzeiro do Sul. Ela adorou.
Parabéns, maravilhosa, vc merece! Brevemente estaremos aí para festejarmos juntas mais essa vitória!
Na minha última ida ao restaurante da Luiziane, dei-lhe de presente a famosa farinha de mandioca com côco, de Cruzeiro do Sul. Ela adorou.
Parabéns, maravilhosa, vc merece! Brevemente estaremos aí para festejarmos juntas mais essa vitória!
sábado, 13 de outubro de 2012
E não houve o debate democrático do 2º Turno ...
"Estou perplexo. Como um candidato a prefeito de Rio Branco nega-se a participar do debate público, especialmente no segundo turno? O sentido do segundo turno da eleição é justamente dar oportunidade aos eleitores de aprofundar o conhecimento das idéias, das propostas e do preparo dos candidatos que se propõem assumir a gestão da cidade. É, por excelência, o momento de ampla participação democrática dos candidatos e dos cidadãos na eleição.
Uma oportunidade de reflexão coletiva, sabiamente facultada pela legislação eleitoral. Como um candidato pode comprometer-se com uma gestão democrática e transparente perante os eleitores se rejeita o debate democrático diante dos cidadãos? O gesto de fuga do candidato Bocalon é um desrespeito à população de Rio Branco que tem o direito a uma decisão bem informada. O debate do segundo turno não é a exposição de meia dúzia de candidatos, por mais que esse encontro se revele indispensável . É o espaço do contraste e da decisão entre dois projetos políticos, duas visões de mundo, duas propostas de governo, duas capacidades de governar, dois homens, de cada um seu caráter, sua ética, sua cultura, seu saber, seus sentimentos, sua história; dois destinos de uma cidade. Do nosso município, da nossa cidade. A negação do debate pelo candidato Bocalon é um retrocesso político. Pior, um nada a declarar no instante em que a cidade espera que se diga tudo. A cidade de Rio Branco acostumada à modernidade política, à discussão democrática, surpreende-se com a atitude autoritária e o primitivismo político do candidato Bocalon. Se já imaginava a diferença essencial nesta eleição, o espaço que separa os dois postulantes, teve-os concretamente confirmados no ardil de escape do candidato dito da oposição. A distância entre modernidade e atraso".
Professor Rêgo, pelos seus próprios fundamentos, eis um artigo que todos deveriam ler; peço vênia ao Mestre para publicá-lo no meu blog. De antemão, obrigada. Abração.
Uma oportunidade de reflexão coletiva, sabiamente facultada pela legislação eleitoral. Como um candidato pode comprometer-se com uma gestão democrática e transparente perante os eleitores se rejeita o debate democrático diante dos cidadãos? O gesto de fuga do candidato Bocalon é um desrespeito à população de Rio Branco que tem o direito a uma decisão bem informada. O debate do segundo turno não é a exposição de meia dúzia de candidatos, por mais que esse encontro se revele indispensável . É o espaço do contraste e da decisão entre dois projetos políticos, duas visões de mundo, duas propostas de governo, duas capacidades de governar, dois homens, de cada um seu caráter, sua ética, sua cultura, seu saber, seus sentimentos, sua história; dois destinos de uma cidade. Do nosso município, da nossa cidade. A negação do debate pelo candidato Bocalon é um retrocesso político. Pior, um nada a declarar no instante em que a cidade espera que se diga tudo. A cidade de Rio Branco acostumada à modernidade política, à discussão democrática, surpreende-se com a atitude autoritária e o primitivismo político do candidato Bocalon. Se já imaginava a diferença essencial nesta eleição, o espaço que separa os dois postulantes, teve-os concretamente confirmados no ardil de escape do candidato dito da oposição. A distância entre modernidade e atraso".
Professor Rêgo, pelos seus próprios fundamentos, eis um artigo que todos deveriam ler; peço vênia ao Mestre para publicá-lo no meu blog. De antemão, obrigada. Abração.
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