terça-feira, 19 de maio de 2009

O caudaloso rio Acre.

A Deputada Federal Perpétua Almeida e sua equipe de gabinete estiveram visitando alguns bairros da capital, além de várias famílias ribeirinhas que este ano, atingidos pela enchente do rio Acre, necessitaram sair de suas casas e foram alojadas em espaços públicos cedidos para abrigá-las. Depois das visitas, a parlamentar acreana, sensibilizada com a situação constatada “in loco” e tentando minorar os inúmeros problemas enfrentados pelos desabrigados, mobilizou-se e conseguiu a doação de cestas básicas, material de limpeza e outros objetos de grande utilidade, cujos donativos foram entregues pelas próprias entidades doadoras à Defesa Civil municipal, que se encarregou da distribuição aos necessitados. Também houve dois bons momentos em meio a tantas dificuldades: encontrar a quarta ponte sobre o rio em fase bem adiantada de construção e, na altura do Bairro Taquari, o caudaloso e belo rio Acre ofereceu a equipe a companhia de dois grandes botos, que por algum tempo estiveram se exibindo próximos ao barco, alegres e saltitantes e quase, quase encantaram a jornalista Angélica Paiva, conforme estórias e lendas do folclore dessa imensa hiléia amazônica. Maravilha!

Festa no INCRA - Homenagem às Mães

Disque 100, denuncie e ajude a proteger nossas crianças

18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

sábado, 16 de maio de 2009

Padre Paolino

(15 de maio de 2009 - Charge publicada originalmente no endereço www.aleac.ac.gov.br/edvaldomagalhaes)

Saudade ...

“Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade." Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. /Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. /Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. /Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias. / Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler... (Miguel Falabella)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Vamos colaborar com a APADEQ Feminina

A Associação de Parentes e Amigos dos Dependentes Químicos – APADEQ, é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, cujo objetivo é a recuperação e reintegração na sociedade das pessoas acometidas da doença da dependência química (álcool e outras drogas). A APADEQ/Feminina de Rio Branco estará promovendo uma atividade para ajudar as mulheres dependentes químicas que durante nove meses ficam na entidade aprendendo a viver e conviver sem vícios. Você pode contribuir doando roupas, sapatos, bolsas ou bijuterias usados para o brechó, toalhas de banho, lençol de solteiro e fronhas para uso das internas. A doação pode também ser de tampinhas de refrigerantes, que elas transformam nesses lindos bonecos para você presentear alguém muito importante em sua vida. Contando com sua ajuda, entre em contato conosco que estaremos recolhendo as doações onde você indicar. Informaremos brevemente o local e data do grande encontro. Vamos colaborar com a APADEQ Feminina!

Começa II Conferência de Promoção da Igualdade Racial no Acre

Encontro é promovido pelo Governo do Estado com participação de representantes da sociedade civil indígena, negros e brancos Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Henrique Corinto, na abertura da Conferência (Foto: Sérgio Vale/Secom) Como inserir a História da África no currículo escolar dos estudantes do ensino público? Segundo o presidente da ONG acreana Cernegro, José Arimatéia, nas escolas ainda se ensina o passado dos negros dentro de um contexto de trabalho e escravidão. “Pouco se fala sobre a importância política e histórica deste povo para o mundo”, contesta. Questões como essa são temas de debate durante a 2ª edição da Conferência de Promoção da Igualdade Racial, realizado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Nesta quinta e sexta-feira, 14 e 15, representantes dos movimentos indígenas, quilombolas, brancos, afrodescendentes, umbandistas, católicos, pessoas de diferentes cores e credos, representando a sociedade civil se reúnem com gestores públicos para discutir políticas a serem implementadas voltadas para a promoção da igualdade racial. O evento acontece no Centro de Treinamentos da Diocese de Rio Branco. “Nós temos três grandes matrizes étnicos raciais no Brasil: africano, ameríndio e europeu. Dentro desses grandes blocos, têm diversos povos, nações e etnias. Mas houve um processo desigual de dominação, e hoje, dois terços da população brasileira, que é constituída de descendentes de negros e índios são vítimas dessa história de marginalização, e o poder público federal, estadual ou municipal, deve reparar esses danos sofridos por essa grande margem da população. Então, a conferência vem nesse sentido, de debater como a gente pode caminhar nesse rumo de promoção da igualdade”, avalia o coordenador do encontro, Hildo Montezuma. Representante da Cernegro, José Arimatéia (Foto: Sérgio Vale/Secom) Segundo o Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Henrique Corinto, o fórum é uma oportunidade para o governo ouvir as demandas da sociedade civil organizada. Avanços importantes já foram dados, como a própria criação da secretaria pelo Governador Binho Marques. “A partir de encontro como esses, a gente ouve as principais reivindicações e tem a oportunidade de fazer uma abordagem nas políticas de geração de trabalho, emprego e renda”. A Conferência conta com a participação do Sub-secretário de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria da Presidência da república, Alexandre dos Reis, e do coordenador geral da ONG Unegro, Edson França. (Mariama Morena / 14-Mai-2009 / Leia mais no www.agencia.ac.gov.br)