domingo, 12 de dezembro de 2010

Adeus a Franco Silva

Franco Silva, radialista (Rádio Difusora Acreana), cantor, compositor, pai de família dedicado, filho amoroso e meu amigo, foi brutalmente assassinado por assaltantes em sua residência, hj pela manhã, quando chegava do trabalho (Clube Rabo de Saia, de sua propriedade), acompanhado de sua esposa. Condolências à família enlutada e q Deus o tenha em sua glória.
Descanse em paz, meu amigo Franco Silva.
(Foto orginalmente publicada no site http://www.ac24horas.com)

O Casarão está de volta

De volta ao centro da capital o Novo Casarão
Boteco localizado no centro de Rio Branco foi, nas décadas de 70 e 80, o principal ponto de encontro da esquerda acreana. Foi no Casarão que surgiu a idéia da criação da Frente Popular.
(12 de dezembro de 2010 - Leia mais no site O Estado do Acre - http://www.oestadoacre.com)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Aniversário da Declaração dos Direitos Humanos

Mensagem da OAB pelo 62º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos
Brasília, 10/12/2010 - Mensagem do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti , por ocasião pela passagem do 62º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos "
Há 62 anos emergia, de um mundo ainda abalado pelos horrores de uma guerra, a Declaração Universal dos Direitos Humanos
, como um ideal a ser alcançado por todos os povos do planeta de respeito às diferenças de cada cidadão como base para uma paz duradoura. Ao lembrar esta data, a Ordem dos Advogados do Brasil destaca que a defesa desses direitos não se resume a identificar maus-tratos físicos contra pessoas. Vai além, ao questionar as economias que geram riqueza de um lado e desordem e pobreza de outro; que destroem a natureza e promovem as guerras; que criam guetos e erguem muros de intolerância. Na nossa história recente, a OAB se posicionou e lutou contra o arbítrio, a tortura nas prisões, a perseguição e o exílio de cidadãos. E continua a fazê-lo para que as atrocidades cometidas no passado sejam tornadas públicas e não simplesmente varridas para debaixo do tapete do esquecimento e da impunidade."
(Fonte - http://www.oab.org.br)

Pela estrada afora: na Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães, um capricho da Natureza
Chapada dos Guimarães é um município do estado de Mato Grosso que já foi considerado o maior do mundo, devido ao seu território à época, com 269 mil km². Perdeu o título quando deu origem a municípios como Nova Brasilândia, Alta Floresta, Sinop, Colíder, Paranatinga e outras. Oficialmente, o núcleo que originou o atual município de Chapada dos Guimarães surgiu nos idos de 1.751. O paulista Antonio de Almeida Lara foi o primeiro homem branco a instalar-se naquele local quando, em 1.722, abriu sua fazenda e o engenho do Buriti. Ali está localizado o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, a 9 km do centro do município, entre o Atlântico e o Pacífico e se encontra no centro geodésico da América do Sul, na borda do Planalto Central. A Chapada dos Guimarães possui 46 sítios arqueológicos; 02 sítios paleontológicos; 59 nascentes; 487 cachoeiras; 3.300 km² de Parque Nacional; 2.518 km² de Área de Proteção Ambiental; 02 Reservas Estaduais; 02 Parques Municipais; 02 Estradas Parque; 157 km de paredões; 42 imóveis Tombados pelo Iphan e 38 espécies endêmicas. O Parque foi criado pelo Decreto n.º 97.656 de 12/04/1989, com o objetivo de proteger os ecossistemas de Savanas e Matas semi-decíduas, os vários sítios arqueológicos, monumentos históricos, bem como as cabeceiras dos rios que compõem as bacias do Alto Paraguai e Amazônica. Diversas são as belezas que encantam os privilegiados visitantes do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, tais como cachoeiras (Véu da Noiva, Cachoeirinha, Salgadeira, etc.), mirantes, cavernas, lagoas, cânions, trilhas, área onde estão gravadas inscrições rupestres (pinturas feitas por antepassados) e museu a céu aberto, onde foram encontrados ossos de dinossauros do período Jurássico, fósseis de diversos animais e conchas. Vale destacar a Cidade de Pedra, emoldurada por rochas pontiagudas que lembram castelos da Idade Média e o Portão do Inferno, limite do município de Cuiabá e a Chapada dos Guimarães, uma passagem muito perigosa (dá um medinho, sim!), quando a estrada passa por uma perigosa curva ao lado de um “canyon” de mais de 50m de altura. Com uma natureza de beleza ímpar, típica de cerrado, o município possui um local próprio para exposição dos artesãos e seus produtos, a famosa e linda “Rua do Artesanato", que funciona de terça-feira a domingo para os habitantes e turistas. Nas minhas andanças descobri e me apaixonei por esse lugar que de tão lindo já denominei “local capricho da natureza”.
Allan, Regilda, Sabrina e eu fizemos esse que é um dos lindos passeios do nosso país!
(Fonte - Internet)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Saiba como nasceu a ALEGRIA ...

COMO NASCEU A ALEGRIA
Você pode não acreditar, mas é verdade: muitos anos atrás a terra era um jardim maravilhoso. É que os anjos, ajudados pelos elefantes, regavam tudo, com regadores cheios de água que eles tiravam das nuvens. Esta era a sua primeira tarefa, todo dia. Se esquecessem, todas as plantas morreriam, secas, estorricadas... Para que isso não acontecesse, Deus chamou o galo e lhe disse: - Galo, logo que o sol aparecer, bem cedinho, trate de cantar bem alto para que os anjos e os elefantes acordem... E é por isto que, ainda hoje, os galos cantam de manhã... Flores havia aos milhares. Todas eram lindas. Mas, infelizmente, todas elas eram igualmente vaidosas e cada uma pensava ser a mais bela. E, exibindo as suas pétalas, umas para as outras, elas se perguntavam, sem parar: - Não sou a mais linda de todas? Até pareciam a madrasta da Branca de Neve. Por causa da vaidade, nenhuma delas ouvia o que as outras diziam e nem percebiam que todas eram igualmente belas. Por isso, todas ficavam sem resposta. E eram, assim, belas e infelizes. No meio de tanta beleza infeliz, entretanto, certo dia uma coisa inesperada aconteceu. Uma florinha, que estava crescendo dentro de um botão, e que deveria ser igualmente bela e infeliz, cortou uma de suas pétalas num espinho, ao nascer. A florinha nem ligou e vivia muito feliz com sua pétala partida. Ela não doía. Era uma pétala macia. Era amiga. Até que ela começou a notar que as outras flores a olhavam com olhos espantados. E percebeu, então, que era diferente. - Por que é que as outras flores me olham assim, papai, com tanto espanto, olhos tão fixos na minha pétala...? - Por que será? Que é que você acha?, perguntou o pai. Na verdade, ele bem sabia de tudo. Mas ele não queria dizer. Queria que a florinha tivesse coragem para olhar para as vaidosas e amar a sua pétala. - Acho que é porque eu sou meio esquisita..., a florinha respondeu. E ela foi ficando triste, triste... Não por causa da sua pétala rachada, mas por causa dos olhos das outras flores. - Já estou cansada de explicar. Eu nasci assim... Mas elas perguntam, perguntam, perguntam... Até que ela chorou. Coisa que nunca tinha acontecido com as flores belas e infelizes. A terra levou um susto quando sentiu o pingo de uma lágrima quente, porque as outras flores não choravam. E ela chamou a árvore e lhe contou baixinho: - A florinha está chorando. E a terra chorou também. A árvore chamou os pássaros e lhes contou o que estava acontecendo. E, enquanto falava, foi murchando, esticando seus galhos num longo lamento, e continua a chorar até hoje, à beira dos rios e dos lagos, aquela árvore lágrimas que se transformaram num fiozinho de água... Os pássaros voaram até as nuvens. - Nuvens, a florinha está chorando. E choraram lágrimas que se transformaram em pingos de chuva... As nuvens choraram também, juntando-se aos pássaros numa chuva enorme, choro do céu. As lágrimas das nuvens molharam as camisolas dos anjinhos que brincavam no céu macio. E quiseram saber o que estava acontecendo. E quando souberam que a florinha estava chorando, choraram também... E Deus, que era uma flor, começou a chorar também. E a sua dor foi tão grande que, devagarinho, como se fosse espinho, ela foi cortando uma de suas pétalas. E Deus ficou tal e qual a florinha. E aquele choro todo, da terra, das árvores, dos pássaros, dos anjos, de Deus, virou chuva, como nunca havia caído. O sol, sempre amigo e brincalhão, não agüentou ver tanta tristeza. Chorou também. E a sua boca triste virou o arco-íris... E as chuvas viraram rios e os rios viraram mares. Nos rios nasceram peixes pequenos. Nos mares apareceram os peixes grandes. A florinha abriu os olhos e se espantou com todo aquele reboliço. Nunca pensou que fosse tão querida. E a sua tristeza foi virando, lá dentro, uma espécie de cócega no coração, e sua boca se entortou para cima, num riso gostoso... E foi então que aconteceu o milagre. As flores belas e infelizes não tinham perfume, porque nunca riam. Quando a florinha sorriu, pela primeira vez, o perfume bom da flor apareceu. O perfume é o sorriso da flor. E o perfume foi chamando bichos e mais bichos... Vieram as abelhas... Vieram os beija-flores... Vieram as borboletas... Vieram as crianças. Um a um, beijaram a única flor perfumada, a flor que sabia sorrir. E sentiram, pela primeira vez, que a florinha, lá dentro do seu sorriso, era doce, virava mel... Esta é a estória do nascimento da alegria. De como a tristeza saiu do choro, do choro surgiu o riso e o riso virou perfume. A florinha não se esqueceu de sua pétala partida. Só que, deste dia em diante, ela não mais sofria ao olhar para ela, mas a agradava, como boa amiga. Quanto aos regadores dos anjos, nunca mais foram usados. De vez em quando, olhando para as nuvens, a gente vê um deles, guardado lá dentro, já velho e coberto de teias de aranha... Enquanto a florinha de pétala partida estiver neste mundo, a chuva continuará a cair e o brinquedo de roda em volta do seu sorriso e do seu perfume não terá fim. (Rubem Alves)
(Ilustração e mensagem - Iternet)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Poesia - A FLOR E A NÁUSEA

A FLOR E A NÁUSEA
Preso à minha classe e a algumas roupas, / Vou de branco pela rua cinzenta. / Melancolias, mercadorias espreitam-me. / Devo seguir até o enjôo? / Posso, sem armas, revoltar-me''? Olhos sujos no relógio da torre: / Não, o tempo não chegou de completa justiça. / O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. / O tempo pobre, o poeta pobre / fundem-se no mesmo impasse. Em vão me tento explicar, os muros são surdos. / Sob a pele das palavras há cifras e códigos. / O sol consola os doentes e não os renova. / As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase. Vomitar esse tédio sobre a cidade. / Quarenta anos e nenhum problema / resolvido, sequer colocado. / Nenhuma carta escrita nem recebida. / Todos os homens voltam para casa. / Estão menos livres mas levam jornais / e soletram o mundo, sabendo que o perdem. Crimes da terra, como perdoá-los? / Tomei parte em muitos, outros escondi. / Alguns achei belos, foram publicados. / Crimes suaves, que ajudam a viver. / Ração diária de erro, distribuída em casa. / Os ferozes padeiros do mal. / Os ferozes leiteiros do mal. Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. / Ao menino de 1918 chamavam anarquista. Porém meu ódio é o melhor de mim. / Com ele me salvo / e dou a poucos uma esperança mínima. Uma flor nasceu na rua! / Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. / Uma flor ainda desbotada / ilude a polícia, rompe o asfalto. / Façam completo silêncio, paralisem os negócios, / garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe. / Suas pétalas não se abrem. / Seu nome não está nos livros. / É feia. Mas é realmente uma flor. Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde / e lentamente passo a mão nessa forma insegura. / Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. / Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. / É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
(Autor - Carlos Drummond de Andrade)
(Fotos - Internet)

domingo, 28 de novembro de 2010

PAZ no RIO, Maravilha da Humanidade!

Até que enfim
: forças de segurança vem enfrentando com determinação a marginalidade no Rio de Janeiro, numa operação que resgata a cidadania, o respeito e a confiança do povo nas leis e nas autoridades, ação merecedora de destaque e que recebe irrestrito apoio de toda população, que há muito tempo vive oprimida e refém da criminalidade. Hoje, no Cristo Redentor, Maravilha da Humanidade, foi realizada uma missa em ação de graças, em que se celebrou a paz e ficou demonstrada a confiança dos moradores, dos turistas e dos admiradores num futuro mais tranquilo e solidário para a Cidade Maravilhosa. Amém.
(Foto - Internet)