(Charge publicada originalmente no blog do Edvaldo)

O Dia Internacional da Mulher é dedicado as 129 mulheres tecelãs que no dia 8 de março de 1857, em Nova Iorque, foram presas, queimadas e mortas na fábrica em que trabalhavam, por protestarem por melhores condições de trabalho.
De lá para cá, muitas conquistas foram alcançadas com muito sacrifício, altruísmo, dedicação, perseverança e determinação, mas ainda há um longo caminho a percorrer em prol da tão sonhada igualdade, porque todas as mulheres, cada uma com sua força e atuação destacada na comunidade, são importantes na sociedade, pois afinal, elas são mais de 50% da população mundial e mãe da outra metade. Avante, Mulheres e Parabéns!
POESIA ...
MINHA IDADE ...
Queres saber minha idade? /
Olha dentro dos meus olhos profundamente, /
docemente! /
Verás tudo o que imaginares!.. /
Não uma alma cansada, /
não uma mulher madura, /
não quem perdeu a esperança, /
não quem a insônia não deixou dormir! /
Antes, uma criança /
que corre pelos prados /
atrás das borboletas, /
dos gamos e gazelas /
de tudo que lhe dá vida! /
Do cheiro do alecrim, /
das flores esparsas /
como um tapete de relva /
que seus pezinhos palmilham... /
Antes, alegria rejuvenescida, /
vontade de viver, jovem como é!... /
Nunca me perguntes minha idade! /
Não a tenho! /
Podes me dar à que quiseres. /
Não me importo não!... /
Se esse corpo de hoje está diferente, /
a alma , essa, nunca mudou e nem mudará! /
Não é uma alma atribulada, /
plena de dor e desamor! /
É uma alma cheia de encantamentos, /
para te dar muito amor /
que só conhecem os que amam, /
os que ainda correm atrás de seus sonhos, /
atrás dos beija-flores, /
do canto das cigarras, /
do sol que já desponta, /
e da tarde que se vai. /
Tudo isso é a minha idade, /
junto a todo o amor que sinto /
por mim e por ti. /
Sim, porque preciso me amar também. /
Dar-me um pouco de calor, /
para aquecer esse /
meu abraço que é só teu e meu. /
Se quiseres ,ainda, saber a minha idade, /
olha, dentro dos meus olhos e lá verás /
a Idade do Amor!... /
( Autora: Eda Carneiro da Rocha )