
Escravos negros fugidos das fazendas do Nordeste brasileiro fundaram várias comunidades, denominadas Quilombos. Um deles, o mais famoso foi o de Palmares, na época capitania do estado de Pernambuco, atualmente Estado de Alagoas.
Zumbi nasceu em 1655 numa dessas comunidades. Foi capturado por soldados quando criança e criado pelo padre Antonio Melo, com quem estudou português e latim, foi coroinha e batizado com o nome de Francisco.
Em 1670, por não aceitar a condição de escravo, fugiu e voltou para o Quilombo dos Palmares, então composto por muitos núcleos onde viviam os negros em liberdade, povos indígenas e brancos. Ali, resistiu a diversos ataques de enviados do governo português, que temia o poder dos negros nas comunidades quilombolas, e assumiu o comando em sua fase final, após desentender-se com o antigo líder, seu tio Ganga Zumba.
Sua atuação decidida em defesa dos escravos mereceu destaque, transformando-o num grande líder e um mito entre os negros. A derrota de Palmares ocorreu graças ao bandeirante Domingos Jorge Velho que, contratado pelas autoridades da capitania, invadiu os quilombos e massacrou sua população. Zumbi fugiu e escondeu-se, mas foi delatado, martirizado e degolado na atual Serra dos Dois Irmãos, em Viçosa (AL), em 20 de novembro de 1695.
Em sua homenagem essa data, em 1995, passou a ser considerada como o Dia da Consciência Negra.
Zumbi, símbolo de resistência, foi oficialmente reconhecido como
herói nacional e seu nome foi inscrito no Livro de Aço, o chamado
Livro dos Heróis da Pátria, no Panteão da Pátria Tancredo Neves, em Brasília/DF, em 21 de março de 1997.
QUILOMBO DOS PALMARES -
Sob os auspícios de Joaquim Nabuco, /
Zumbi fez o Quilombo dos Palmares, /
E um brado de liberdade, nos ares, /
Ecoaram a partir de Pernambuco! /
O negro preferia ser eunuco /
A viver sem honra /
E sem os mares da África natal! /
E lembra dos lares da infância ... /
Então se via um cumbuco! /
Jugo pesado sobre a pele escura, /
Página solta de uma história horrenda; /
De um passado sombrio e maculado. /
Zumbi – herói de um povo – celebrado, /
Debate-se e indaga em cova de fenda: /
Será que é finda, mesmo, a escravatura? /
(Poesia de Avaniel Marinho)
(Fotos Internet - publicado originalmente em 20.11.2007, no blog
http://mariamartacruz.zip.net)