sexta-feira, 15 de maio de 2009
Vamos colaborar com a APADEQ Feminina
Começa II Conferência de Promoção da Igualdade Racial no Acre
Encontro é promovido pelo Governo do Estado com participação de representantes da sociedade civil indígena, negros e brancos
Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Henrique Corinto, na abertura da Conferência (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Como inserir a História da África no currículo escolar dos estudantes do ensino público? Segundo o presidente da ONG acreana Cernegro, José Arimatéia, nas escolas ainda se ensina o passado dos negros dentro de um contexto de trabalho e escravidão. “Pouco se fala sobre a importância política e histórica deste povo para o mundo”, contesta. Questões como essa são temas de debate durante a 2ª edição da Conferência de Promoção da Igualdade Racial, realizado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).
Nesta quinta e sexta-feira, 14 e 15, representantes dos movimentos indígenas, quilombolas, brancos, afrodescendentes, umbandistas, católicos, pessoas de diferentes cores e credos, representando a sociedade civil se reúnem com gestores públicos para discutir políticas a serem implementadas voltadas para a promoção da igualdade racial. O evento acontece no Centro de Treinamentos da Diocese de Rio Branco.
“Nós temos três grandes matrizes étnicos raciais no Brasil: africano, ameríndio e europeu. Dentro desses grandes blocos, têm diversos povos, nações e etnias. Mas houve um processo desigual de dominação, e hoje, dois terços da população brasileira, que é constituída de descendentes de negros e índios são vítimas dessa história de marginalização, e o poder público federal, estadual ou municipal, deve reparar esses danos sofridos por essa grande margem da população. Então, a conferência vem nesse sentido, de debater como a gente pode caminhar nesse rumo de promoção da igualdade”, avalia o coordenador do encontro, Hildo Montezuma.
Representante da Cernegro, José Arimatéia (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Segundo o Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Henrique Corinto, o fórum é uma oportunidade para o governo ouvir as demandas da sociedade civil organizada. Avanços importantes já foram dados, como a própria criação da secretaria pelo Governador Binho Marques. “A partir de encontro como esses, a gente ouve as principais reivindicações e tem a oportunidade de fazer uma abordagem nas políticas de geração de trabalho, emprego e renda”.
A Conferência conta com a participação do Sub-secretário de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria da Presidência da república, Alexandre dos Reis, e do coordenador geral da ONG Unegro, Edson França.
(Mariama Morena / 14-Mai-2009 / Leia mais no www.agencia.ac.gov.br)


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