quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maura, vítima da pedofilia na infância, silencia Assembleia com depoimento

A ex-menina de rua Maura Oliveira fez há pouco um depoimento emocionante na tribuna da Assembleia Legislativa na sessão no debate sobre a exploração sexual de menores e adolescentes. Maura, que hoje é casada e não vive mais no Acre, disse que foi molestada por um militar do Exército e por sua esposa durante muito tempo até que foi 'salva pela justiça', por Aderbal Maximiliano, ex-presidente da OAB, que aceitou ajudá-la contra a pedofilia. (20 de maio de 2009 – Leia mais no site www.oestadoacre.com)

Restaurante Popular completa um ano

43 mil pessoas da Baixada do Sol são beneficiadas com as refeições - Mais de 130 mil refeições em um ano. Este é o saldo do Restaurante Popular, que atende na região da Baixada do Sol a uma população de 43 mil pessoas, com mais de 500 almoços por dia. No final da manhã, 19, o prefeito Raimundo Angelim visitou o local, que completa hoje um ano. “Este restaurante é voltado para quem mais precisa. E, dessa forma, com a comida balanceada e nutritiva, conseguimos trabalhar a segurança alimentar; levando qualidade de vida para toda a população. Este é o único restaurante de Rio Branco que tem nutricionista, isso torna a refeição um ato seguro e saudável para toda a comunidade. Hoje são 550 refeições diárias, a nossa meta é ampliar este número para mil almoços”, salientou o prefeito Raimundo Angelim. O Programa Restaurante Popular está integrado à rede de ações e programas do Fome Zero, uma política de inclusão social estabelecida em 2003, pela Presidência da República, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome. Com um ano de funcionamento, o Restaurante Popular já possui clientes cativos. Mais de 60 idosos almoçam diariamente no estabelecimento, que vende refeições completas (almoço, mais suco e sobremesa) ao preço simbólico de R$ 1. De acordo com a coordenadora do Restaurante Popular, Valdete Viana, a maioria dos clientes mora nas redondezas, sozinhos, muitos até em cadeira de rodas, não tendo quem lhes prepare refeições. "São aposentados, que gastam grande parte da pensão com remédios, portanto a comida balanceada servida aqui no restaurante ‘caiu como uma luva' para eles. Fizemos uma pesquisa que mostra inclusive como a saúde deles melhorou depois que começaram a se alimentar com uma refeição balanceada com todos os ingredientes necessários", comenta. (19 de Maio de 2009 / Aquinei Timóteo / Foto: Marcos Vicentti _ Leia mais no http://riobranco.ac.gov.br )

terça-feira, 19 de maio de 2009

O caudaloso rio Acre.

A Deputada Federal Perpétua Almeida e sua equipe de gabinete estiveram visitando alguns bairros da capital, além de várias famílias ribeirinhas que este ano, atingidos pela enchente do rio Acre, necessitaram sair de suas casas e foram alojadas em espaços públicos cedidos para abrigá-las. Depois das visitas, a parlamentar acreana, sensibilizada com a situação constatada “in loco” e tentando minorar os inúmeros problemas enfrentados pelos desabrigados, mobilizou-se e conseguiu a doação de cestas básicas, material de limpeza e outros objetos de grande utilidade, cujos donativos foram entregues pelas próprias entidades doadoras à Defesa Civil municipal, que se encarregou da distribuição aos necessitados. Também houve dois bons momentos em meio a tantas dificuldades: encontrar a quarta ponte sobre o rio em fase bem adiantada de construção e, na altura do Bairro Taquari, o caudaloso e belo rio Acre ofereceu a equipe a companhia de dois grandes botos, que por algum tempo estiveram se exibindo próximos ao barco, alegres e saltitantes e quase, quase encantaram a jornalista Angélica Paiva, conforme estórias e lendas do folclore dessa imensa hiléia amazônica. Maravilha!

Festa no INCRA - Homenagem às Mães

Disque 100, denuncie e ajude a proteger nossas crianças

18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

sábado, 16 de maio de 2009

Padre Paolino

(15 de maio de 2009 - Charge publicada originalmente no endereço www.aleac.ac.gov.br/edvaldomagalhaes)

Saudade ...

“Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade." Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. /Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. /Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. /Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias. / Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler... (Miguel Falabella)