sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do Amigo

Hoje é dia do Amigo.
Agradeço aos amigos e amigas que partilham comigo essa dádiva de viver.
Com carinho, abraço a todos esperando contar sempre com tão salutar amizade.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Belezas do Brasil - Açude Orós

Barragem Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira

DESCRIÇÃO GERAL
A barragem do Açude Orós está localizada no município de Orós, estado do Ceará, aproximadamente a 450 km de Fortaleza. Barra o rio Jaguaribe, uma das mais importantes bacias hidrográficas da região, drenando uma área de 25.000 km2.
Tem como finalidades: perenização do rio Jaguaribe; irrigação do Médio e Baixo Jaguaribe; piscicultura; culturas agrícolas de áreas de montante; turismo e aproveitamento hidrelétrico.
Foi projetada e construída pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS, com a participação do consultor Engº Casemiro José Munarski e do Laboratório Hidrotécnico Saturnino de Brito S.A.
Desde os tempos do Império (século passado) e nas primeiras décadas da República, a barragem do Boqueirão do Orós era motivo de análise. Porém, somente nos primeiros anos da IOCS foi estudado e concluído o anteprojeto da barragem, destruído pelo fogo antes de sua execução, no incêndio de 1912.
No ano seguinte, o engenheiro inglês Louis Philips procedeu a sondagens iniciais no local, constatando a existência de um bolsão de material aluvionar situado no meio do boqueirão, com mais de 40 m de profundidade, impedindo o seu fechamento por uma barragem de eixo retilíneo entre as ombreiras.
Propôs, como conclusão, ou uma barragem curvilínea para montante apoiada nas vertentes do boqueirão, ou uma barragem retilínea a jusante do mesmo. Sondagens posteriores mostraram que as bordas do bolsão alcançavam cerca de 200 m a jusante do eixo da garganta e a camada de sedimentos clássicos nele depositados superava os 80 m de espessura.
Por ocasião da seca de 1919, o Governo Federal contratou a firma norte-americana Dwight P. Robinson & Co. para elaborar novo projeto e implementar a obra, Razões técnicas inviabilizaram a construção da barragem, que seria em alvenaria ciclópico, no local do boqueirão.
Após a excepcional enchente de 1924, que extravasou o dique de desvio e destruiu parte de instalações e obras iniciadas, seguiram-se ordens de um corte drástico nas verbas da IFOCS, paralisando construções e serviços em andamento.
A seca de 1932 provocou novo aporte de recursos federais e a equipe técnica da IFOCS, sob orientação do Engº Luiz Vieira, elaborou novos projetos, um para barragem de terra e outro para de concreto. A barragem, de um ou outro tipo, teria eixo retilíneo e se localizaria a jusante do boqueirão.
Já em 1957, estudos litológicos e estruturais efetuados no local pelo Prof. Arthur W. Schneider, o resultado de novas sondagens, assim como a abundância de rocha, areia e argila nas proximidades, induziram o Prof. Casemiro José Munarski, consultor do DNOCS, a sugerir o projeto definitivo.
Os técnicos do DNOCS elaboraram, então, dois anteprojetos para barragem em arco, com fundação sobre rocha: um em concreto gravidade e outro em maciço zoneado com argila, areia e enrocamento.
Motivos de ordem econômica e a disponibilidade de equipamento procedente da barragem de Araras, recém-concluída, induziram à elaboração da segunda alternativa de projeto, ou seja, a construção de uma barragem de terra zoneada.
Em outubro de 1958 foram escavadas as fundações, ficando prontas para receber o maciço previsto no projeto, tão logo cessassem as chuvas do ano seguinte.
O Engº José Cândido Castro Parente Pessoa, Diretor Geral do DNOCS à época, então determinava: "para realizar a construção do Orós em ritmo econômico, esta obra precisa ser levantada até a cota do coroamento (cota 209) entre junho de 1959 e março de 1960." E completava: "tão logo seja atingida a cota 185, todo o equipamento disponível para perfuração será localizado na área do vertedouro."
Reservatório
Em 1960, equipamentos de terraplenagem trabalhavam 24 horas por dia. As chuvas que chegaram bastante tardias e fracas no início desse ano, intensificaram-se em março de maneira violenta e passaram a comprometer o maciço em construção, pois o túnel, previsto para tomada d'água, não dava vazão suficiente àquela cheia excepcional.
A barragem ainda nem alcançava a cota 190 quando, com o recrudescimento das chuvas torrenciais, as águas começaram a lavar o maciço aos 17 minutos do dia 26 de março.
Diversas soluções foram intentadas durante a iminência do transbordamento. Com o início da extravasão das águas, julgou-se mais recomendável controlar o acidente. Para tanto, iniciou-se a abertura de uma vala no maciço, por onde a água passou a fluir em catarata, erodindo seu próprio vertedouro até a fundação da barragem e levando seu coroamento.
O desgaste do topo da barragem recoberto pelas águas foi pequeno, como limitada foi a erosão na fenda central, onde a correnteza formou um canal bem definido, de paredes quase verticais. Tinham sido destruídos 877.500 m3 do maciço que, na ocasião, já alcançara 2.000.000 m3.
O bom desempenho na execução da obra fez com que, tão logo o tempo permitisse o início de sua reconstrução, fosse aproveitado, total e seguramente, o que restou da barragem, cujo coroamento foi atingido em novembro do mesmo ano, sendo inaugurada em 11 de janeiro de 1961 pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira. E desde então, com quase 30 anos de existência, nenhum outro acidente tem-se a lastimar.

(Fonte – leia a matéria completa no site http://www.dnocs.gov.br/barragens/oros/)


domingo, 15 de julho de 2012

Belezas do Brasil – Boqueirão de Lavras

Em Lavras da Mangabeira, município cearense distante cerca de 430 km de Fortaleza, a capital do Ceará, há um cartão postal de beleza indescritível:
é o conhecido Boqueirão de Lavras, uma garganta aberta no meio da rocha, uma fenda ou uma espécie de “canyon”, também conhecido como a "grande boca”, com cerca de 90 m de largura e 40 m de altura, por onde corre o leito do Rio Salgado, um rio perene.
Distante 5 km da sede do município de Lavras da Mangabeira, o Boqueirão é formado por duas paredes rochosas, relevo sedimentar encravado no sertão central cearense, uma chapada residual formada há milhares de anos, cuja erosão ocorreu pela ação das águas do Rio Salgado.
Outro fenômeno ali existente, na parte alta do rochedo, é uma gruta que adentra a rocha, cujo local é o “habitat” preferido de morcegos e muitas são as lendas que pululam a cultura popular.
O local é ponto turístico dos mais apreciados do sertão onde se pode tomar banho nas águas geladas e límpidas do Rio Salgado, saborear a culinária típica nordestina, apreciar e se sentir parte integrante de uma paisagem belíssima: só vendo pra crer em tanta beleza natural.
Meu amigo João Katira, (que é nativo da região, mas mora no Acre há mais de 30 anos), sua esposa Latife, Angélica Santana e eu estivemos nesse cenário cinematográfico, incrustado em pleno sertão cearense, uma verdadeira maravilha da natureza.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Parabéns, Sérgio Souto!

Parabéns, amigo Sérgio Souto! Dedico a você essa linda poesia como presente pelo transcurso do seu niver. Felicidades. Abração!

LINHAS DA PELE

(Sérgio Souto/Sérgio Napp

Quando tu te fores quem baterá
a porta?

Quem abrigará o lírio
Do olhar?
Quem amainará o sono
Da pedra?
Quem irá impedir o silêncio
De atravessar janelas
E se assentar na sala?

Quem colocará os guizos
Na manhã
Quem decifrará a palavra
Nas linhas da pele?
Quem coserá a seda
Quando o tempo se romper?

Quando tu te fores
Quem recolherá
as sobras?