segunda-feira, 16 de abril de 2018

Sabedoria de Avó...

Sabedoria de Avó...

Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:
- Querida, venha cá.
Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado.
Tenho umas coisas pra te contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões.
E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.
Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração.
Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
Satisfaça seus desejos.
Esse é seu direito e obrigação.
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim.
Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
Cuide bem dos seus dentes.
Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito...
" Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.
Tenha uma vida rica de vida! Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável.
Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor.
Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você.
Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão.
É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação.
Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais.
Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida.
Agora é a sua vez.
Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?...
(Fonte - Facebook)

P refletir ...


Conto


“Um burro estava amarrado a uma árvore.
Um demônio veio e o soltou.
O burro entrou na horta de camponeses vizinhos e começou a comer tudo.
A mulher do dono da horta, quando viu aquilo, pegou o rifle e matou o burro.
O dono do burro viu o burro morto, ficou enraivecido e também pegou seu rifle e atirou contra a mulher.
Ao voltar para casa, o camponês encontrou a mulher morta e matou o dono do burro.
Os filhos do dono do burro, ao ver o pai morto, queimaram a fazenda do camponês.
O camponês, em represália, os matou.
Aí perguntaram ao demônio o que ele havia feito e ele respondeu:
– “Não fiz nada, só soltei o burro”.
Viu? O diabo faz coisas simples ...
porque sabe que se o nosso coração está sujo a nossa maldade faz o resto.
Por isso vamos pensar antes de fazer algo vingativo, mandar indiretas, desejar ou maquinar o mal contra nossos irmãos!
Vamos cuidar do nosso coração ...
porque pro Demônio basta só "soltar o burro".

#Vigiai

sábado, 14 de abril de 2018

Beijo, beijo, beijo ...


Dia do beijo

DIA DO BEIJO 13/04


"Até que os olhos mudem de cor..."

A história ficou nos devendo o registro oficial do primeiro beijo. No entanto, esculturas e textos indianos já apontavam sua prática pelo menos 2.500 anos antes de Cristo. Os milênios passaram, os costumes mudaram, mas o prazer de beijar a quem se deseja manteve-se firme e forte. Tanto é que hoje celebra-se seu dia mundialmente.
Possíveis controvérsias à parte, se há um espaço simbólico onde o beijo foi glamourizado e se tornou manifestação idílica das mais almejadas este espaço é o cinema. Muito do status de ícone do ápice amoroso que o beijo ganhou ao longo do século passado se deve à magia da tela grande (transposta para a televisão, obviamente, mas nunca superada por ela).
Desde a primeira vez em que o cinema exibiu um encontro de lábios de um casal apaixonado - não por acaso em um filme chamado O Beijo, em 1896 - até os dias de hoje, muitas são as cenas que se tornaram clássicas ao expor esta demonstração de amor e, por que não dizer?, de luxúria.
De Rhett Butler e Scarlett O’Hara a Romeu e Julieta, passando por Wall-e e Eve; Dama e Vagabundo, Satine e Christian, Jack Twist e Ennis del Mar, Sam Wheat e Molly Jensen, O POVO traz hoje uma seleção de beijos antológicos no cinema.
A ideia é que nossos leitores se inspirem e comemorem devidamente este dia. Quem sabe até, como sugere a compositora Vanessa da Mata, “com beijos intermináveis, até que os olhos mudem de cor”.( Émerson Maranhão emerson@opovo.com.br)
(Fonte – www.opovo.combr)
(Facebook)

O amor ...

Homenagem (póstuma) a Eduardo Galeano.


"O diagnóstico e a terapêutica"
O amor é uma das doenças mais bravas e contagiosas. Qualquer um reconhece os doentes dessa doença. Fundas olheiras delatam que jamais dormimos, despertos noite após noite pelos abraços, ou pela ausência de abraços, e padecemos febres devastadoras e sentimos uma irresistível necessidade de dizer estupidezes. O amor pode ser provocado deixando cair um punhadinho de pó de me ame, como por descuido, no café ou na sopa ou na bebida. Pode ser provocado, mas não pode impedir. Não o impede nem a água benta, nem o pó de hóstia; tampouco o dente de alho, que neste caso não serve para nada. O amor é surdo frente ao Verbo divino e ao esconjuro das bruxas. Não há decreto do governo que possa com ele, nem poção capaz de evitá-lo, embora as vivandeiras apregoem, nos mercados, infalíveis beberagens com garantias e tudo.

(Eduardo Galeano, escritor, poeta, ensaísta, historiador e ficcionista uruguaio, autor de grandes obras como “As Veias Abertas da América Latina, O Livro dos Abraços”, nascido em 3.09.1940 e falecido em 13.04.2014, em Montevidéu).
(Fonte - Facebook)

Curiosidade


Em São José de Ribamar no Maranhão, alguns frutos de maracujá-melão 'Passiflora quadrangullaris' que normalmente tem um formato ovalado desenvolveram uma forma de pênis e virou atração. A visita rende R$2 por pessoa para a dona do quintal onde a planta cresceu!

http://diariodebiologia.com/
Fotos: Autores desconhecidos

(Fonte - Diário de Biologia/Facebook)